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Fundação Gentil une cultura, educação e desenvolvimento de competências sociais

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Fundação Gentil une cultura, educação e desenvolvimento de competências sociais

Diego Velázquez
Eloizio Gomes Afonso Duraes

Quando recrutadores de grandes empresas listam as competências mais difíceis de encontrar em candidatos, a lista é surpreendentemente consistente: comunicação clara, capacidade de trabalhar em equipe, inteligência emocional, resiliência diante do fracasso, habilidade de se apresentar com confiança em situações de pressão. São exatamente as competências que o coral e o teatro desenvolvem de forma mais eficaz do que qualquer treinamento corporativo. 

Eloizo Gomes Afonso Duraes incorporou essas atividades à Fundação Gentil Afonso Duraes em março de 2004, quando o conceito de soft skills mal havia entrado no vocabulário do mercado de trabalho brasileiro.

O que o mercado quer e a escola não ensina

O sistema educacional convencional foi desenhado principalmente para transmitir conhecimento e desenvolver habilidades cognitivas mensuráveis. Essa função é essencial, mas incompleta. As pesquisas mais recentes sobre empregabilidade e sucesso profissional mostram que as competências que mais diferenciam profissionais ao longo de suas carreiras são justamente aquelas que a escola raramente desenvolve explicitamente: a capacidade de se comunicar com clareza e persuasão, de colaborar sob pressão, de regular emoções em situações de conflito e de se recuperar de fracassos sem perder a motivação.

Eloizio Gomes Afonso Duraes
Eloizio Gomes Afonso Duraes

O teatro desenvolve comunicação e empatia. O coral desenvolve colaboração e disciplina. Ambos desenvolvem a tolerância ao erro, que é fundamental para qualquer processo de aprendizado e crescimento. Eloizio Gomes Afonso Duraes criou, dentro de um projeto voltado para crianças vulneráveis, um programa de desenvolvimento de soft skills que muitas empresas pagam fortunas para oferecer a seus executivos adultos.

A visão que antecedeu o consenso

Em 2004, o vocabulário dominante no campo social brasileiro girava em torno de acesso, assistência e proteção. Falar em desenvolvimento de competências socioemocionais para crianças de periferia seria, na melhor das hipóteses, incompreendido e, na pior, visto como luxo desnecessário diante de necessidades mais urgentes. Eloizo Gomes Afonso Duraes ignorou essa lógica restritiva e incorporou as atividades culturais ao programa da Fundação porque sua visão de formação humana nunca foi limitada ao básico.

Hoje, com duas décadas de distância, é possível ver o quanto essa decisão foi acertada. As primeiras crianças que participaram do coral e do teatro da Fundação já estão no mercado de trabalho, carregando competências que seus colegas de mesma origem socioeconômica raramente possuem. Esse é o retorno de uma aposta feita com visão, muito antes de o consenso autorizar fazê-la.

Arte como investimento estratégico

Eloizio Gomes Afonso Duraes nunca precisou justificar as atividades culturais da Fundação com argumentos de mercado. Mas o fato de que elas produzem competências profissionais altamente valorizadas é um argumento adicional, e cada vez mais robusto, para que outros projetos sociais sigam o exemplo da Fundação Gentil Afonso Duraes e tratem a arte não como complemento opcional, mas como componente estratégico de qualquer programa sério de desenvolvimento humano para crianças em situação de vulnerabilidade.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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