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WhatsApp reforça segurança no celular com novas proteções contra golpes e invasões

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WhatsApp reforça segurança no celular com novas proteções contra golpes e invasões

Nadia Verdan

Atualização do WhatsApp amplia a proteção de contas, melhora informações sobre chamadas desconhecidas e reforça o uso de passkeys em Android e iPhone.

Uma nova atualização de segurança do WhatsApp coloca a proteção das contas no centro da experiência de quem usa o aplicativo diariamente no celular. A Meta anunciou mudanças que incluem uma verificação em duas etapas mais resistente, informações adicionais sobre chamadas de números desconhecidos e maior flexibilidade para o uso de passkeys em dispositivos Android e iPhone. As novidades foram apresentadas em 25 de agosto e chegam em um momento de aumento da preocupação com golpes digitais e tentativas de tomada de contas. (Sobre o Facebook)

Na prática, a mudança é importante porque o WhatsApp deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens e passou a concentrar conversas pessoais, grupos, documentos, contatos e até atividades profissionais. Uma conta comprometida pode permitir que criminosos tentem enganar familiares, amigos ou colegas usando a identidade da vítima. Por isso, entender o que mudou e quais recursos podem ser ativados no celular é tão importante quanto manter o aplicativo atualizado.

O que mudou na segurança do WhatsApp para usuários de Android e iPhone

A principal alteração está na verificação em duas etapas. Segundo a Meta, o WhatsApp está substituindo o antigo PIN de seis dígitos por uma senha mais completa, que pode utilizar caracteres alfanuméricos e especiais, criando uma camada adicional de proteção para a conta. A empresa destaca que essa proteção continua sendo útil mesmo quando alguém consegue obter o código de uso único empregado durante o processo de autenticação. (Sobre o Facebook)

Outra novidade interessa especialmente aos usuários de smartphones Android: chamadas recebidas de pessoas que não estão salvas nos contatos passam a apresentar informações adicionais antes que o usuário atenda. Entre os dados exibidos podem estar a indicação de que o número pertence a outro país e a existência de grupos em comum. A ideia é fornecer contexto antes da interação, já que abordagens inesperadas podem ser utilizadas em tentativas de fraude ou engenharia social. (Sobre o Facebook)

A atualização também amplia o uso de passkeys, tecnologia que permite autenticar a identidade usando recursos já disponíveis no próprio aparelho, como biometria ou o mecanismo de desbloqueio da tela. A Meta afirma que mais de 1 bilhão de pessoas já configuraram uma passkey no WhatsApp e que agora é possível adicionar mais de uma delas para quem utiliza Android e iOS. (Sobre o Facebook)

Por que essas mudanças importam para quem usa o celular todos os dias

O maior impacto está na redução da dependência de códigos enviados ao usuário. Em golpes de tomada de conta, criminosos podem tentar convencer a vítima a compartilhar códigos de autenticação ou realizar determinadas ações sob pressão. Uma camada de segurança mais forte dificulta esse tipo de abordagem, embora nenhum recurso substitua a atenção do usuário diante de mensagens ou ligações suspeitas.

A recomendação também combina com as orientações recentes do CERT.br, serviço ligado ao NIC.br e ao CGI.br, que destaca a importância de proteger contas, dispositivos e dados pessoais e de desconfiar de mensagens, fraudes e informações não verificadas. O órgão também chama atenção para o fato de que a inteligência artificial já pode ser utilizada tanto para atividades legítimas quanto para golpes, reforçando a necessidade de verificar informações em fontes confiáveis. (Cartilha Cert)

Para quem utiliza Android em aparelhos da Samsung, Xiaomi ou outras fabricantes, o cenário mostra uma tendência mais ampla: a segurança está deixando de depender exclusivamente de senhas e códigos e passa a incorporar recursos do próprio smartphone. Biometria, chaves de acesso, sistemas operacionais atualizados e mecanismos de detecção de atividades suspeitas tendem a trabalhar em conjunto, tornando o aparelho uma espécie de chave digital para diferentes serviços.

Essa transformação também pode mudar hábitos. Em vez de esperar que um golpe aconteça para recuperar uma conta, o usuário passa a contar com mecanismos preventivos integrados ao aplicativo e ao sistema operacional. A proteção, portanto, não depende apenas do WhatsApp: manter o Android ou iOS atualizado, utilizar bloqueio de tela e evitar compartilhar códigos de autenticação continuam sendo medidas essenciais.

O WhatsApp está caminhando para um modelo de autenticação mais seguro

A expansão das passkeys representa uma mudança relevante no modo como as pessoas acessam serviços digitais. Em vez de memorizar diferentes combinações de senhas, o usuário pode confirmar sua identidade com mecanismos vinculados ao próprio dispositivo. No caso do WhatsApp, a possibilidade de utilizar mais de uma passkey também atende pessoas que alternam entre diferentes smartphones ou sistemas, reduzindo atritos durante o acesso. (Sobre o Facebook)

Essa tendência acompanha uma transformação maior no mercado de tecnologia móvel. Fabricantes como Google, Samsung e Apple vêm incorporando inteligência artificial e mecanismos de segurança diretamente aos dispositivos e sistemas, enquanto aplicativos populares passam a aproveitar recursos de autenticação mais resistentes. A segurança deixa de ser uma função isolada e passa a fazer parte da experiência cotidiana do smartphone.

Para o usuário, isso significa que uma atualização aparentemente simples pode ter consequências importantes. Quem recebe uma chamada desconhecida no WhatsApp, por exemplo, terá mais informações para decidir se vale a pena atender; quem configura uma passkey ganha uma alternativa de autenticação; e quem fortalece a verificação em duas etapas adiciona uma barreira contra tentativas de acesso indevido. O benefício está justamente na combinação dessas camadas.

Nos próximos meses, a tendência é que aplicativos de comunicação continuem ampliando mecanismos capazes de identificar comportamentos suspeitos, reduzir tentativas de fraude e tornar a autenticação menos dependente de senhas tradicionais. Com a inteligência artificial também entrando na segurança digital, os smartphones devem assumir um papel cada vez maior na identificação de riscos antes que eles cheguem ao usuário. Para quem depende do WhatsApp diariamente, acompanhar essas mudanças e ativar as proteções disponíveis pode se tornar tão importante quanto instalar as próprias atualizações de recursos.

Fontes: