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Taiza Tosatt Eleoterio revela os segredos para cultivar resiliência emocional durante períodos difíceis!

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Taiza Tosatt Eleoterio revela os segredos para cultivar resiliência emocional durante períodos difíceis!

Diego Velázquez
Taiza Tosatt Eleoterio

Quando o debate sobre saúde mental se concentra apenas no sofrimento, nas doenças e nas situações de crise, perde-se uma perspectiva igualmente importante: a de que existem recursos, tanto individuais quanto coletivos, que contribuem para que as pessoas atravessem períodos difíceis com maior capacidade de adaptação. Esses recursos são chamados de fatores de proteção emocional, e seu papel na prevenção em saúde mental tem recebido atenção crescente nas últimas décadas.

Falar em fatores de proteção não significa sugerir que o sofrimento pode ser eliminado ou que crises não ocorrem, alude a psicanalista Taiza Tosatt Eleoterio. Significa reconhecer que, diante das mesmas circunstâncias adversas, diferentes pessoas respondem de formas diferentes, e que parte dessas diferenças está relacionada aos recursos disponíveis, e não apenas a características individuais fixas.

Continue a leitura para compreender os fatores envolvidos e de que forma eles podem contribuir para a saúde emocional ao longo da vida.

O que são os fatores de proteção emocional e por que eles importam? 

Fatores de proteção emocional são condições, recursos ou características que reduzem a probabilidade de que situações adversas resultem em sofrimento psicológico duradouro ou em prejuízos significativos ao bem-estar. Eles podem ser de natureza individual, como a capacidade de regular as próprias emoções ou de buscar ajuda quando necessário, ou de natureza relacional e social, como a presença de vínculos seguros, de redes de apoio e de comunidades acolhedoras.

A lista de fatores identificados pela pesquisa em saúde mental é ampla, mas alguns se repetem com consistência: o senso de pertencimento a grupos de convivência, o acesso a pelo menos um adulto de referência emocionalmente estável, a capacidade de nomear e expressar as próprias emoções, hábitos que favorecem o bem-estar físico e mental, e a percepção de que se tem algum grau de controle sobre as próprias escolhas.

Taiza Tosatt Eleoterio observa que o acesso a esses fatores não é igualmente distribuído. Pessoas em situação de vulnerabilidade social, que enfrentam privações materiais ou que vivem em contextos de isolamento, tendem a ter acesso mais restrito a alguns desses recursos, o que torna o investimento em políticas e iniciativas que ampliem esse acesso uma questão relevante para além do âmbito individual.

Por que os vínculos seguros são tão importantes para a saúde emocional?

Entre os fatores de proteção emocional identificados pela pesquisa, os vínculos seguros ocupam um lugar de destaque. A presença de pelo menos uma relação de confiança, em que a pessoa se sente genuinamente acolhida e pode expressar suas vulnerabilidades sem medo de julgamento, tem impacto documentado sobre a resiliência emocional diante de situações adversas.

Esses vínculos podem ser familiares, de amizade, comunitários ou profissionais. O que importa não é tanto a categoria da relação, mas a qualidade do que ela oferece, como a consistência, reciprocidade e a experiência repetida de que é seguro ser vulnerável dentro daquele contexto. Para crianças, a presença de um adulto de referência estável é particularmente relevante como fator protetor durante períodos de adversidade.

Conforme analisa Taiza Tosatt Eleoterio, especialista em saúde mental e relações familiares, a ausência desses vínculos é um dos fatores que mais amplifica o impacto das situações adversas sobre a saúde emocional. Por isso, investir na construção e manutenção de relações de qualidade é, em si mesmo, uma forma de cuidado preventivo com a saúde mental.

Como fortalecer os recursos que protegem a saúde emocional? 

Uma característica importante dos fatores de proteção emocional é que muitos deles podem ser cultivados intencionalmente, tanto individualmente quanto coletivamente. Isso não significa que o desenvolvimento desses recursos seja simples ou igualmente acessível a todos, mas que ele é possível e que pequenas mudanças podem ter impacto real ao longo do tempo.

Entre os fatores que podem ser fortalecidos por meio de práticas intencionais estão:

  • A capacidade de reconhecer e nomear as próprias emoções, que pode ser desenvolvida por meio de autoconhecimento e, quando necessário, de acompanhamento especializado.
  • O senso de propósito e de pertencimento, que se fortalece com o engajamento em atividades significativas e em grupos de convivência que ofereçam identificação.
  • A habilidade de pedir apoio depende tanto de recursos pessoais quanto da presença de pessoas e serviços receptivos ao redor.
  • Hábitos que favorecem a regulação emocional, como rotinas de sono adequadas, atividade física e espaços para o descanso mental.

Reconhecer quais fatores estão mais presentes e quais podem ser fortalecidos na própria vida é um ponto de partida valioso para qualquer pessoa que deseja investir em sua saúde emocional de forma preventiva, antes que uma crise exija essa atenção de forma mais urgente, indica Taiza Tosatt Eleoterio.

Como contextos acolhedores fortalecem a saúde mental

Embora muitos fatores de proteção possam ser cultivados individualmente, o ambiente em que a pessoa vive exerce influência significativa sobre a disponibilidade dessas condições. Famílias que praticam a comunicação aberta, escolas que criam ambientes inclusivos, comunidades que oferecem apoio e pertencimento são contextos que ampliam naturalmente o acesso aos fatores de proteção emocional de seus membros.

Reconhecer essa dimensão coletiva dos fatores de proteção é fundamental para que o tema não seja reduzido a uma responsabilidade exclusivamente individual. Quando se compreende que a saúde emocional depende também da qualidade dos ambientes e das relações disponíveis, conforme sublinha Taiza Tosatt Eleoterio, amplia-se a perspectiva sobre o que é possível fazer, tanto no nível individual quanto no nível familiar, comunitário e institucional.

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