Indicado ao STF, Jorge Messias destaca fé, trajetória e compromisso institucional em carta ao Senado
Indicado ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias apresentou ao Senado Federal uma carta que combina elementos de sua trajetória profissional com valores pessoais que, segundo ele, orientam sua atuação no serviço público. O documento integra o processo formal de indicação e funciona como uma espécie de apresentação institucional aos senadores, responsáveis por avaliar não apenas o currículo técnico, mas também o perfil e os princípios que devem nortear a atuação de um ministro da mais alta Corte do país.
No texto, Messias destaca sua origem como “filho de pais evangélicos” e afirma que princípios como fé, família, ética e compromisso com o Brasil fazem parte de sua formação. A menção à religiosidade aparece como um componente de identidade pessoal, ao mesmo tempo em que o indicado procura deixar claro que tais valores não interferem na condução técnica das decisões judiciais. Nesse sentido, ele enfatiza que o exercício da função no STF exige imparcialidade, equilíbrio e respeito absoluto à separação dos Poderes — fundamentos essenciais para garantir a legitimidade das decisões da Corte.
Ao abordar sua futura atuação, Messias afirma que, se aprovado, exercerá a jurisdição constitucional com independência, fidelidade à Constituição e observância das normas que regem a magistratura, incluindo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional. O indicado reforça ainda que acredita no fortalecimento das instituições como caminho para a estabilidade democrática, destacando que o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são pilares indispensáveis para a manutenção da ordem constitucional e da harmonia institucional.
Além do aspecto pessoal, a carta apresenta um resumo consistente de sua carreira no setor público. Messias relembra sua atuação em funções estratégicas no Executivo e também sua experiência no ambiente legislativo, sempre sob uma perspectiva técnica e jurídica. Ele ressalta que sua trajetória foi marcada pela busca de soluções institucionais, pela construção de consensos e pela defesa da segurança jurídica, aspectos que considera fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país.
A indicação foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após um período de articulação política e agora será analisada pelos senadores nas próximas semanas. O processo inclui sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posterior votação em plenário, etapas que irão definir se o atual advogado-geral da União ocupará uma cadeira no Supremo em um momento de grande relevância para o equilíbrio entre os Poderes.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

