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segunda-feira, agosto 8, 2022
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Especialistas alertam sobre regras e exigência de pilotos experientes para drones

O uso de drones está cada vez mais popular, desde fiscalização de rodovias até filmagens de shows. No entanto, especialistas afirmam que o piloto precisa ter experiência e atenção às regras – a legislação é rígida para evitar acidentes.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem regras específicas para os drones – o equipamento tem que manter uma distância de 30 metros das pessoas ou das edificações.

No entanto, caso haja consentimento, os aparelhos podem sobrevoar plateias.

“É bastante comum, em vários eventos de sucesso, a pessoa entrar na internet para comprar um ingresso, e lá encontrar uma caixa onde a pessoa dá permissão, dizendo que está de acordo com a operação de drones”, explicou o engenheiro aeronáutico André Arruda.

Cabe a quem contrata, e também ao piloto, seguirem as normas exigidas no cadastro e autorização da Anac para pilotagem de drones que pesam a partir de 250 gramas, além de uma análise obrigatória de voo.

O piloto do drone tem que visualizar a área sobrevoada e mantê-lo em uma altura segura, não prevista em regulamento – segundo especialistas, deve ser pelo menos de 10 vezes o tamanho do drone acima das cabeças.

No ano passado, a Justiça do Distrito Federal condenou uma promotora de eventos a pagar uma indenização de R$ 3 mil a uma vítima de queda de drone.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou uma indenização de R$ 30 mil a uma pessoa atingida no olho em uma praia

Segundo a Anac, há 100 mil drones registrados em todo o país. A maior parte, para uso recreativo

Acidente em Brasília

A queda de um drone durante a apresentação de uma banda em Brasília feriu o rosto da veterinária Nathalia Guidi.

“Passava muito rápido. Muito rápido, mesmo. Até balançava meu cabelo. Eu vi que tinha alguma coisa errada. O fato de o drone estar muito baixo incomodava muito”, relembrou.
Ela e o marido mudaram de lugar.

“Ficamos mais ou menos na direção das árvores de decoração na tentativa de sair um pouco da rota de voo do drone. Quando menos esperávamos, o drone colidiu na árvore, caiu e bateu no meu rosto. Não parava de jorrar sangue. Por um momento, até achei que havia perdido a visão”.
A noite, que era para ser de diversão, terminou em um hospital, com mais de 10 pontos no rosto.

Nathalia deu queixa na polícia, acionou um advogado e aguarda a solução do caso.

Outros acidentes foram registrados em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em maio, durante um show, e na Avenida Paulista, em São Paulo, em 2017.

A R2 Produção, responsável pelo evento onde houve o acidente com o drone, disse que lamenta o ocorrido e que não era responsável pela operação do aparelho – segundo ela, o drone era pilotado por uma empresa terceirizada contratada pelo grupo musical.

Ainda de acordo com a R2, não havia autorização para a utilização do aparelho durante a apresentação. Afirmou, ainda, que se solidariza com a vítima e que prestou toda assistência médica necessária.

O grupo musical Me engana que eu gosto disse que está consternado e triste com o ocorrido. Explicou que o profissional era habilitado para o uso do equipamento e que está à disposição para qualquer esclarecimento.

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