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quinta-feira, dezembro 9, 2021
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‘Não é revanche’, diz Bolsonaro sobre pedido de impeachment de Moraes

Neste sábado, 21, em entrevista a jornalistas na cidade de Eldorado, no interior paulista, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, protocolado, ontem, na Presidência do Senado. “Fiz tudo dentro das quatro linhas da Constituição. Engraçado, quando eu entro com uma ação no Senado, fundado no artigo 52 da Constituição, o mundo cai na minha cabeça. Quando uma pessoa, em um inquérito do fim do mundo, me bota lá, ninguém fala nada. Não é revanche. Cada um tem que saber o teu lugar. Só podemos viver em paz e harmonia se cada um respeitar o próximo e saber que tem um limite, o limite é a nossa Constituição. E mais. Todos os incisos do artigo 5º da Constituição, eu cumpri todos. Não tem um só ato meu fora dessas quatro linhas”. Acompanhado dos filhos Flávio (Patriota), Eduardo (PSL) e Carlos (Republicanos) – senador, deputado federal e vereador, respectivamente -, o presidente está na cidade paulista, desde ontem, em visita à mãe de 94 anos, Olinda Benturi Bolsonaro.

O solicitação de afastamento apresentada ao Senado representa mais um capítulo da crise entre os três poderes e ocorreu no mesmo dia em que o cantor Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) foram alvo de uma operação da Polícia Federal. Na semana anterior, Moraes também havia autorizado a prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e aliado do chefe do Executivo. “O denunciado tem se comportado, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, como um juiz absolutista que concentra poderes de investigação, acusação e julgamento. Mas não é só. O denunciado viola o decoro, por intermédio de condutas que contrariam os compromissos assumidos com o Senado Federal ao tempo de sua sabatina”, diz um trecho do pedido. Em outro, o Planalto justifica que a “denúncia não possui, em absoluto, o condão de contrastar, criticar ou enfraquecer as instituições públicas brasileiras, sejam elas do Poder Judiciário, Legislativo ou Executivo. Vale dizer, a insurgência não se direciona a órgãos, entidades ou instituições, mas ao agente público especificamente identificado como denunciado”.

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