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quinta-feira, janeiro 21, 2021
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‘Mesmo com riscos, temos obrigação moral e social de nos vacinar’, diz Dr. Ricardo Petraco

Em entrevista ao programa Pânico nesta quinta-feira, 10, o cardiologista Ricardo Petraco, do Imperial College London, analisou os impactos da vacinação contra a Covid-19 no Brasil. “Os pacientes vulneráveis serão vacinados porque vão se dar conta de que, se não tomarem o imunizante, possuem altos riscos de morrer. Atingindo este grupo, estancaremos a sangria, ou seja, reduziremos a quantidade de mortes pelo vírus. No entanto, isso só deve ocorrer no ano que vem”, disse. Ainda nesta quinta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de vacinas contra o coronavírus. Sendo assim, cumprindo os requisitos de segurança, qualidade e eficácia, os imunizantes podem entrar em uso emergencial mesmo sem todo o processo de registro. No entanto, de acordo com a Anvisa, ainda não há pedidos de registro em caráter emergencial.

“Comparando os efeitos colaterais das vacinas com a chance de morte da população vulnerável, a relação de risco-benefício ainda é muito favorável ao imunizante. Por exemplo, um em cada mil indivíduos infectados do grupo de risco vai a óbito, ao passo em que alguns dos milhares de pacientes vacinados apresentaram reações alérgicas facilmente tratadas com antialérgicos”. Na percepção do cardiologista, o período de imunização representa uma chance de conter o avanço da pandemia. “Este é o momento dos cidadãos mostrarem que estamos prontos para combater o vírus. Não adianta reclamar dos efeitos do lockdown no desemprego e na economia e, agora, desperdiçar a oportunidade de estancar o espalhamento da doença. Mesmo com os riscos individuais, temos a obrigação moral e social de nos vacinar para não prejudicarmos os mais vulneráveis”, disse.

Atualmente, o Brasil possui quatro estudos clínicos de vacinas contra a Covid-19. Entre elas, estão a de Oxford – produzida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, a CoronaVac – desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a BioNTech e Wyeth/Pfizer e a vacina Jansen-Cilag – criada pela divisão farmacêutica da Johnson-Johnson. Sobre as pesquisas, o médico reforçou que “não importa a origem das vacinas, o país ou companhia que estão desenvolvendo-as, desde que tenham sido produzidas de maneira transparente”.

Confira a entrevista com o cardiologista Ricardo Petraco:

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