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quinta-feira, janeiro 21, 2021
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‘Governo Federal não tem nada na mão’, diz Oyama sobre plano de vacinação do Brasil

O ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, afirmou em entrevista ao canal CNN nesta quarta-feira, 9, que a vacinação contra a Covid-19 pode ser iniciada no fim do ano ou até mesmo no mês de janeiro caso o contrato com a Pfizer seja fechado e a vacina aprovada no país. O representante da pasta conversou com governadores nessa terça e lembrou que o registro para vacinas por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode levar até 60 dias. Enquanto a Inglaterra avança na vacinação de idosos e profissionais da saúde e a Anvisa adia prazos de validade de testes para detectar a doença no país, os embates e promessas em torno da vacina foram tema de debates entre os comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, 9.

Thaís Oyama frisou que a informação de Pazuello sobre possibilidade da vacinação começar em dezembro ou janeiro é baseada em uma série de “ses”, dependendo do registro de uso da Pfizer, da possibilidade de entrega do imunizante no país e do Brasil ser atendido após entrar no fim de uma fila composta por uma série de países, inclusive de vizinhos da América Latina, para receber o imunizante. “Chega a dar pena do General Pazuello, porque fica claro que ele foi pressionado por alguém para falar qualquer coisa, para apresentar um plano, para fazer qualquer promessa que fosse suficiente para acalmar as pessoas que estão ficando nervosas e aflitas com essa inação do governo federal e também para acalmar os governadores”, pontuou. Para ela, o general não mostrou segurança na fala com a imprensa desta quarta, traduzindo a falta de algo concreto no discurso do governo. “O governo não tem plano de imunização pronto, não tem seringa e não tem vacina. Tudo que ele tem é uma promessa de entrega entre janeiro e fevereiro de 15 milhões de doses de uma vacina que ainda vai ter que passar por novos testes. O Governo Federal não tem nada na mão. Essa é a verdade, infelizmente”, disse.

Tomé Abduch discordou de Oyama e disse que ela tem uma visão pessimista sobre o assunto. Para ele, há motivos para comemorar. Um deles é a boa logística da farmacêutica para vacinar a população com um produto farmacêutico tão instável, que precisa de administração e armazenamentos adequados em um país continental. Ele lembrou, também, que o Brasil tem outras vacinas na lista de imunização, inclusive a Coronavac. “Eu vejo luz no fim do túnel, eu vejo sim que o governo está trabalhando, acho que esse discurso de assustar a população, de falar mal do governo, está muito desgastante para todos nós. Nós precisamos colocar um voto de confiança e fazer o nosso papel. Acho que o papel do povo brasileiro é fazer com que a Anvisa faça um trabalho mais rápido do que ela está se propondo”, afirmou. O empresário também fez um apelo ao presidente Bolsonaro e a João Doria para que parem com “a questão política” em torno da vacina.

Marc Sousa também mostrou otimismo e lembrou que o Brasil tem um plano de vacinação criado em 1973 para eliminar a varíola reconhecido internacionalmente e que funciona bem há quase meio século. “As pessoas jogam tudo isso no lixo por causa da guerra política. Eu confio plenamente no Plano Nacional de Vacinação, é isso que os governadores foram pedir essa semana lá em Brasília na reunião com o ministro, que o plano só funcione como sempre funcionou. A guerra de narrativas atrapalha, e muito”, afirmou. Ele disse, ainda, que vê a Agência Nacional de Vigilância Sanitária como atacada no meio dessa briga. “Eu não acredito que o corpo técnico da Anvisa vá se dobrar a general, almirante ou a governador”, pontuou, alegando que encara a vacina como uma oportunidade de repactuar o Brasil.

Confira o programa “3 em 1” desta quarta-feira, 9, na íntegra:

 

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