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segunda-feira, janeiro 25, 2021
Início Corona Vírus Paes se esquiva de parceria com Butantan: ‘Não vou trabalhar com hipóteses’

Paes se esquiva de parceria com Butantan: ‘Não vou trabalhar com hipóteses’

O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, evitou falar sobre um possível acordo com o Instituto Butantan para receber a CoronaVac. A potencial vacina do governo de São Paulo com o laboratório chinês Sinovac teve seu plano estadual de imunização divulgado na segunda-feira, 7. Na ocasião, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que Eduardo Paes já teria manifestado interesse em adquirir parte das 4 milhões de doses que serão oferecidas para outros estados. No entanto, o político do DEM negou. “Manifestei interesse em eventualmente ter uma vacina. Mas a gente espera um Plano Nacional de Imunização (PNI), que isso saia do Ministério da Saúde. O Butantan, em São Paulo, historicamente, já distribui a vacina contra a gripe. Já tem uma tecnologia. O importante é fazer uma vacinação, mas não quero falar de hipóteses.”

Paes lembrou que ainda está na transição do governo municipal e que está em contato constante com o governador João Doria, representantes do Ministério da Saúde e o próprio ministro Eduardo Pazuello. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Eduardo Paes não negou que conversou com o governador de São Paulo na manhã de segunda-feira — mas afirmou que a pauta central foi outra: a escolha de um tucano para comandar a Secretaria do Turismo em seu governo, que começa no dia 1º de janeiro. “Tenho todo o interesse em falar do tema, mas vou respeitar a decisão do Ministério e da Anvisa. Não consigo entender que isso não possa ser uma questão tratada uniformemente. Quando a gente fala desse processo de imunização, a gente espera, pelo custo elevado, trabalhar em parceria com o governo federal”, completou.

Eduardo Paes descartou totalmente a possibilidade de voltar com os hospitais de campanha mesmo com a letalidade da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro sendo duas vezes maior que a de São Paulo. Mas ele ressaltou que o Estado tem 1,8 mil leitos desativados e o trabalho será de reativação deles. “Um detalhe importante é a completa falta de entrosamento entre governador e o atual prefeito. O que vamos fazer agora e trabalhar entrosado com o Estado e o governo federal”, disse. “Infelizmente, no Rio de Janeiro nós tivemos uma rede de atenção básica desmontada e com poucos avanços. Isso angustia a todos.”

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