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terça-feira, janeiro 19, 2021
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Boris Johnson mantém tom sóbrio após anúncio da vacina no Reino Unido

O clima de euforia tomou conta do Reino Unido nas últimas horas com a aprovação da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. Alguns tabloides nesta quinta-feira, 3, falam até em V-day — dia da vitória, expressão reservada para celebrar os finais das grandes guerras mundiais. As primeiras injeções devem ser aplicadas até terça-feira que vem na Inglaterra, indicando o começo do fim de um período sombrio. Mas ainda falta um longo caminho a ser percorrido até que toda a população mais vulnerável seja vacinada.

Até lá é preciso manter o nível de alerta alto porque as estatísticas seguem assustadoras. Só na quarta-feira, 2, o Reino Unido registrou 648 mortes causadas pela doença com mais de 16 mil novos casos registrados. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, concedeu mais uma entrevista coletiva na TV para falar sobre a vacina. O conservador celebrou a aprovação, mas tentou manter o tom sóbrio para evitar que o clima de euforia transmita a mensagem errada.

Boris disse o seguinte: levará inevitavelmente alguns meses até que todos os mais vulneráveis ​​estejam protegidos, longos meses frios. Por isso é ainda mais vital que, ao celebrarmos esta conquista científica, não sejamos levados pelo otimismo excessivo ou caiamos na crença ingênua de que a luta acabou, não acabou, temos que seguir nosso plano de inverno. Na quarta, especulou-se inclusive que Boris Johnson pode ser vacinado ao vivo na televisão. A secretária de imprensa do gabinete dele não descartou a hipótese, levantada para tentar transmitir confiança na segurança da vacina.

Cerca de 50 hospitais do Reino Unido serão responsáveis por armazenar as primeiras doses que já estão vindo da Bélgica. O país prepara a maior campanha de vacinação de sua história e vai usar, inclusive, complexos esportivos como centros de imunização. Os grupos prioritários foram definidos ontem. São nove no total, começando por idosos e funcionários em casas de repouso. Depois vem os profissionais de saúde, a população acima de 80 anos de idade e os grupos seguem em ordem decrescente. Quem tem menos de 50 anos de idade não deve receber a vacina da Pfizer, a não ser que tenha problemas crônicos que aumentam os riscos de complicações causadas pelo Covid-19. E o governo também garantiu que a rede privada não vai receber esta vacina por enquanto. Todas as doses serão reservadas para o sistema público e não será possível pagar para furar a fila de vacinação.

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