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segunda-feira, janeiro 25, 2021
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Bolsonaro justifica aumento na conta de luz: ‘Se nada fizermos, poderemos ter apagões’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira, 1º, que o Brasil corre risco de ter apagões. Segundo ele, uma possível queda da energia seria resultado do período de seca enfrentado pelo país e, para conter problemas decorrentes da estiagem, será preciso aumentar a tarifa da conta de luz. A afirmação vem após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar na segunda-feira, 30, a retomada das bandeiras tarifárias na conta de luz dos brasileiros. A contagem, que foi suspensa no mês de maio por causa da pandemia do novo coronavírus, volta ao normal a partir da terça, 1º de dezembro, quase um mês antes do prazo previsto pela empresa, que a princípio tinha anunciado a bandeira verde até o dia 31 de dezembro.

A declaração do presidente foi dada em resposta a um apoiador nas redes sociais. “A conta de luz vai aumentar. Obrigado PR”, comentou um seguidor. Em seguida, o presidente respondeu justificando a retomada das bandeiras tarifárias. “As represas estão em níveis baixíssimos. Se nada fizermos, poderemos ter apagões. O período de chuvas, que deveria começar em outubro, ainda não veio. Iniciamos também campanha contra o desperdício”, explicou o chefe do Executivo. A afirmação confirma a justificativa apresentada pela agência. Segundo a Aneel, a decisão foi tomada após reunião extraordinária e tem como base a queda do nível de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas, assim como a retomada do consumo de energia no país.

Resposta do presidente Jair Bolsonaro a apoiador

Em resposta a Bolsonaro, outros apoiadores pediram para que o presidente investisse em energias alternativas, como a energia solar. De acordo com a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, a matriz elétrica brasileira tem como fonte primária a energia proveniente de hidrelétricas (63,8%), seguida da energia eólica (9,3%), biomassa e biogás (8,9%) e solar centralizada (1,4%). O aumento coincide com o fim do auxílio emergencial, em dezembro, e preocupa a população. “O plano A para o auxílio emergencial é acabar em 31 dezembro e voltar para o Bolsa Família. A pandemia descendo, o auxílio emergencial vai descendo junto. A renovação do auxílio emergencial não é nossa hipótese de trabalho, é contingência”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. O Brasil, no entanto, tem registrado um aumento nos casos de coronavírus.

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