O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou nesta sexta-feira (24) que não reconhece, por enquanto, a reeleição de Evo Morales ao cargo de presidente da Bolívia. Em um tuíte, o Itamaraty justificou que apoia uma auditoria completa do primeiro turno proposta pela Organização dos Estados Americanos (OEA). “Considerando-se as tratativas em curso entre a OEA e o governo da Bolívia para uma auditoria completa do primeiro turno das eleições naquele país, o Brasil não reconhecerá, neste momento, qualquer anúncio de resultado final”, afirma o Itamaraty, em um tuíte.

Com 99,99% das urnas apuradas, Evo Morales conseguiu se reeleger no primeiro turno ao atingir 47,07% dos votos, uma diferença superior a dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado: Carlos Mesa obteve 36,51%.

Na Bolívia, um candidato pode se eleger ainda no primeiro turno se alcançar uma maioria simples ou se obtiver mais de 40% dos votos e uma vantagem superior a dez pontos percentuais sobre o segundo colocado na votação.

Após acusações de fraude principalmente devido a uma interrupção no sistema de transmissão dos resultados que durou 24 horas , a OEA se prontificou para auditar o primeiro turno das eleições. O órgão americano e a União Europeia sugeriram que, mesmo com o resultado apontado pela apuração, a Bolívia passasse por um segundo turno.

Manifestantes interditaram ruas de La Paz nesta sexta-feira para pedir auditoria dos resultados das eleições presidenciais na Bolívia. Testemunhas da Reuters não relataram incidentes violentos porém, na noite de quinta, manifestantes entraram em confronto com forças de segurança nas ruas da cidade.

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