O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sugeriu nesta quinta-feira (24), em uma rede social, que um navio da ONG Greenpeace pode ter relação com o derramamento de óleo que afeta o litoral do Nordeste. Ele também cobrou “explicação” da entidade, que por sua disse disse ser alvo de um ataque com “mentira”. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou na discussão e escreveu que o ministro “faz ilação desnecessária”. Veja, abaixo, a sequência de comentários:

  • No início da tarde desta quinta, Salles publicou um post no Twitter sugerindo que um navio do Greenpeace, ao qual se referiu como termo “#greenpixe”, tem relação com as manchas de óleo que têm aparecido no Nordeste deste o final de agosto;
  • Em nota divulgada depois do comentário, a ONG chamou a acusação de “mentira”;
  • Mais tarde, ao participar de uma entrevista coletiva em Aracaju, Salles declarou que o Greenpeace deve “se explicar”;
  • Já no fim da tarde desta quinta, Rodrigo Maia escreveu, também no Twitter, que aguardava “posição oficial do Ministério do Meio Ambiente” com relação ao comentário inicial de Salles;
  • Em resposta a Maia, Salles afirmou na rede social que o Greenpeace “confirma que navegou pela costa do Brasil na época do aparecimento do óleo venezuelano” e “não se prontificou a ajudar”;
  • Por fim, o presidente da Câmara agradeceu pela resposta do ministro, mas disse que ele “faz uma ilação desnecessária.

No post que desencadeou a discussão, Ricardo Salles escreveu: “Tem umas coincidências na vida né… Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano…”.

Em nota, a ONG respondeu: “Enquanto o óleo continua atingindo as praias do Nordeste, o ministro Ricardo Salles nos ataca insinuando que seríamos os responsáveis por tal desastre ecológico. Trata-se, mais uma vez, de uma mentira para criar uma cortina de fumaça na tentativa de esconder a incapacidade de Salles em lidar com a situação”.

De acordo com o Greenpeace, o navio ao qual o ministro se referiu é o Esperanza, que faz parte de uma campanha internacional que denuncia ameaças aos mares.

Já na tarde desta quinta, em Aracaju, Salles foi perguntado por jornalistas sobre a postagem. Ele afirmou:

“Eles confirmaram que estavam navegando na costa brasileira. Portanto quem tem que se explicar são eles”.

O ministro acompanhou o presidente da República em exercício, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), em visita à capital de Sergipe.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou, também no Twitter, explicações do Ministério do Meio Ambiente. Salles respondeu em tom diferente da mensagem de horas antes: disse que, na verdade, o navio do Greenpeace “não se prontificou a ajudar”.

Maia, então, afirmou que o comentário inicial do ministro fazia uma “ilação desnecessária” ao associar a ONG ao derramamento de óleo.

MANCHAS DE ÓLEO NO NORDESTE

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