O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que não tem a intenção de conversar com o Greenpeace, organização ambiental que realizou protesto nesta quarta-feira (23/10), em frente ao Palácio do Planalto, contra a política ambiental brasileira e a forma como o governo tem lidado com o derramamento de óleo que afeta as praias do Nordeste.

“Não recebo terrorista”, justificou o ministro, em entrevista ao programa CB.Poder, uma parceria entre a TV Brasília e o Correio Braziliense. Após a ação, 19 ativistas da ONG foram detidos pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

“Tem várias instituições que estão fazendo bons trabalhos e nós temos feito toda a boa relação e apoio, enfim, parceria com eles. Agora, aqueles que querem, a exemplo desse Greenpeace, que foi dizer que não podia ajudar a limpar as praias, quer dizer, tirou totalmente qualquer possibilidade de cooperação e ainda veio sujar o Palácio do Planalto, não tem colaboração possível. Porque eles não querem diálogo. Aliás são bons de levantar dinheiro, mas de trabalhar que é bom…”, afirmou Salles.

O ministro tem um ponto. E se você discorda, ou acha sua visão sobre o Greenpeace exagerada, talvez seja o caso de ver o que um dos fundadores do movimento tem a dizer.

Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, constatou que o movimento ecologista tornou-se a mais intensa corrente a impedir o desenvolvimento nos países subdesenvolvidos. São ecoterroristas fazendo protestos políticos. O meio-ambiente é puro pretexto.

É importante lembrar que o ambientalismo é um lucrativo negócio, que movimenta bilhões de dólares todo ano. Quanto mais pânico for incutido no povo, mais recursos irão migrar para este negócio. Como há grande assimetria de informação, e a grande maioria é completamente leiga em relação aos fatores técnicos específicos do setor, fica fácil vender a ideia de caos total e apocalipse iminente, para angariar então bilhões para as causas ambientalistas e concentrar poder político em poucos.

É preciso ter em mente que os países menos desenvolvidos são justamente os mais afetados pela histeria ambientalista, que chega a causar efeitos desastrosos nos países mais pobres. Forçar os africanos a usarem energia solar e eólica, bem mais caras, em vez de utilizar o carvão e o petróleo presentes na região, significa condenar milhões à miséria. Como a África irá se industrializar tendo que usar energia solar? Qual siderúrgica ou ferrovia funcionam assim, mesmo no rico ocidente?

O rigor científico é deixado de lado quando o objetivo não é a busca da verdade, mas a alimentação da crença dogmática, seja por interesses monetários, seja por causa política. Quando percebemos esse modus operandi em torno do assunto, fica mais fácil entender a celeuma e revolta que causou no passado o livro O Ambientalista Cético, de Bjorn Lomborg, que havia sido inclusive do Greenpeace também. Ele começou tentando provar muitos dos alardes de seus colegas, e concluiu que a maioria era pura ladainha.

Crentes fanáticos não suportam debater com honestidade e imparcialidade este tema. A Inquisição é necessária para manter a fé cega protegida dos questionamentos. Infelizmente, estamos diante de um tipo que não pretende questionar, mas sim pregar seu dogma: o ambientalista crente. E o crescente número de adeptos dessa religião secular é uma das maiores ameaças existentes para a liberdade individual no momento.

Por se sentirem moralmente superiores, apenas por repetirem uma retórica ambientalista monopolizando as virtudes e os fins nobres (preservar o planeta), esses fanáticos não se importam com os meios que utilizam, e por isso não veem problema em tocar o terror em seus “protestos”. Não querem conversa; querem impor sua visão ideológica de mundo, em nome da ciência, que no fundo é pseudo-ciência.

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