Após um ano cheio de escândalos, o Facebook alcançou em 2018 os maiores lucros de sua história. Segundo a empresa, que anunciou os dados nesta quarta-feira (30), o número de usuários da rede social também cresceu.

No total, a plataforma fechou o ano fiscal de 2018 com lucros líquidos de US$ 22,112 bilhões — um aumento de 39% em relação ao ano anterior. O negócio de publicidade nos aplicativos para telefones celulares de propriedade do Facebook seguiu crescendo e já representa 93% do total da receita por publicidade da companhia, acima do 89% que representava em 2017.

A empresa dirigida por Mark Zuckerberg tem 1,5 bilhão de usuários diários ativos no mundo todo e 2,3 bilhões de internautas mensais ativos, o que significa que cerca de um terço da humanidade se conecta ao Facebook pelo menos uma vez ao mês.

Um dos aspectos mais relevantes dos resultados apresentados nesta quarta, é quea rede social voltou a dar sinais de crescimento em dois mercados: América do Norte e Europa, onde os números estavam estagnados.

No caso dos Estados Unidos e do Canadá, por exemplo, onde a cifra de internautas não havia aumentado durante os primeiros nove meses do ano, a rede social ganhou 1 milhão de novos usuários diários no último trimestre.

Na Europa, onde a tendência dos últimos tempos tinha sido inclusive de baixa (estava perdendo internautas diários), a companhia subiu no final de 2018 até alcançar 282 milhões de usuários, igualando assim seu recorde histórico no continente.

Os maiores incrementos, no entanto, aconteceram nas áreas onde a companhia tem mais potencial para crescer: a região da Ásia e do Pacífico, e o que a empresa chama de “resto do mundo”, fundamentalmente África, Oriente Médio e América Latina.

Em média, a companhia de Zuckerberg ganhou US$ 7,37 ao trimestre por cada internauta com conta do Facebook, embora esta quantia varie consideravelmente desde os US$ 34,86 de Estados Unidos e Canadá aos US$ 2,11 de África, Oriente Médio e América Latina.

Denúncias contra o Facebook

As denúncias contra o Facebook vieram à tona em março do ano passado, quando foi revelado que a empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica utilizou um aplicativo para compilar milhões de dados de usuários do Facebook sem o consentimento deles para a campanha do agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de 2016. Os dados da rede social foram usados para elaborar perfis psicológicos de eleitores.

O escândalo trouxe consequências: as ações do Facebook desabaram na bolsa, Zuckerberg teve que pedir desculpas publicamente e se explicar no Congresso norte-americano. Além disso, representantes políticos em várias partes do mundo alertaram sobre a necessidade imediata de regulação.

Meses mais tarde, em outubro, a rede social admitiu que hackers roubaram dados pessoais de 30 milhões de contas.

Um dos mais recentes escândalos é a publicação do jornal The New York Times de que a chefe de operações da companhia, Sheryl Sandberg, ordenou aos seus funcionários que averiguassem os interesses financeiros do magnata George Soros.

Em sua tradicional mensagem de fim de ano no último dia 28 de dezembro, Zuckerberg disse que, apesar das controvérsias, está “orgulhoso do progresso” alcançado pela companhia que ele fundou com seus companheiros de universidade e que na próxima segunda-feira completará 15 anos de existência.

*Com informações da Agência EFE

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